Amarga Derrota
Portugal X Roménia e o RWC 2011

| ANTÓNIO AGUILAR | GD DIREITO |
| BERNARDO DUARTE | AGRONOMIA |
| CONRAD STICKLING | CASCAIS |
| DAVID MATEUS | BELENENSES |
| DIOGO MATEUS | BELENENSES |
| DUARTE CARDOSO PINTO | AGRONOMIA |
| EDUARDO ACOSTA | GD DIREITO |
| FRANCISCO FERNANDES | TYROSSE (FRA) |
| FREDERICO OLIVEIRA | CDUL |
| GONÇALO FORO | CDUL |
| GONÇALO UVA | GD DIREITO |
| JOÃO CORREIA (cap.) | GD DIREITO |
| JOÃO JUNIOR | CDUL |
| JOE GARDENER | AGRONOMIA |
| JORGE SEGURADO | GD DIREITO |
| JOSÉ PINTO | GD DIREITO |
| JUAN SEVERINO | AGRONOMIA |
| MIGUEL PORTELA | GD DIREITO |
| PEDRO CABRAL | CDUL |
| PEDRO LEAL | GD DIREITO |
| PEDRO SILVA | BELENENSES |
| SALVADOR PALHA | GD DIREITO |
| THOMAS DA COSTA | LOURDES (FRA) |
| TIAGO GIRÃO | CDUL |
| VASCO UVA | GD DIREITO |
- Dima Dragos (pilar) - Clube: Roménia
- Ion Paulica (pilar) - Clube: Bath
- Mihai Lazar (pilar) - Clube: Bukaresti Oaks
- Cezar Popescu (pilar) - Clube: Roménia
- Marius Tincu (talonador) - Clube: Perpignan
- Balan Bogdan (pilar) - Clube: Montauban
- Sorin Socol (2ª linha) - Clube: Roménia
- Valentin Ursache (2ª linha) - Clube: Roménia
- Petre Cristian (2ª linha) - Clube: Béziers
- Burcea Stelian (3ª linha) - Clube: Roménia
- Tonita Ovidiu (3ª linha) - Clube: Perpignan
- Macovei Mihai (3ª linha) - Clube: Roménia
- Daniel Carpo (3ª linha) - Clube: Bukaresti Oaks
- Alexandru Manta (3ª linha) - Clube: Brive
- Lucian Sirbu (formação) - Clube: Roménia
- Valentin Ivan (formação) - Clube: Roménia
- Mafin Dumbrava (abertura/defesa) - Clube: Roménia
- Csaba Gal (Centro) - Clube: Bukaresti Oaks
- Catalin Fercu (Centro/ponta) - Clube: Roménia
- Nicolae Catalin (ponta) - Clube: Roménia
- Iulian Dumitras (abertura/defesa) - Clube: Roménia
- Stefan Ciuntu (ponta) - Clube: Roménia
- Florin Vlaicu (utility back) - Clube: Bukaresti Oaks
- Ionut Dimofte (utility back) - Clube: Roménia
Tomaz Morais revela convocados para a Super Bock Rugby Cup
A convocatória é dominada por jogadores de direito, que conta com 12 atletas na formação nacional.
Lista de convocados:
Académica
Francisco Serra
Agronomia
Juan Severino, Lourenço Kadosh, Cardoso Pinto, Joe Gardener
ASM Cleremont (França)
Thomaz Vaz
Belenenses
Hugo Valente, Sebastião Cunha, João Uva, Diogo Mateus, Pedro Silva, Diogo Mateus
Benfica
Acácio Sousa, Diogo Gama
Cascais
Conrad Stikling
CDUL
João Júnior, João Mussolo, Tiago Girão, Pedro Cabral, Bernardo Silveira, Frederico Oliveira, Gonçalo Foro
Colomiers (França)
Laurent Balangué
Dijon (França)
Emmanuel Rebelo
Direito
Jorge Segurado, Cláudio Ferrete, João Correia, Nuno Taful, Gonçalo Uva, Eduardo Acosta, Vasco Uva, Salvador Palha, Pedro Leal, Adérito Esteves, Pedro Carvalho, António Aguilar
Limoges (França)
Aurelien Beco
Lourdes (França)
Thomas da Costa
Montauban (França)
Anthony Alves
Selecção de Sevens para equipa do ano?
Seleccionador Tomaz Morais renova até 2011
O seleccionador nacional Tomaz Morais renovou o seu contrato com a Federação Portuguesa de Râguebi por mais dois anos e definiu como "grande prioridade" o apuramento para o Mundial2011, revelou hoje o organismo, no seu site oficial.O contrato do técnico luso terminava no final de Setembro deste ano, numa altura que os "Lobos" disputam o acesso à Campeonato do Mundo da Nova Zelândia, ocupando a terceira posição do Grupo 1 de apuramento, quando falta ainda disputar a segunda volta.
No cargo de seleccionador desde 2001, Tomaz Morais conduziu Portugal ao primeiro Mundial da sua história, em 2007, em França, e conquistou o Torneio Europeu das Nações, em 2004.
Nesse mesmo ano, o antigo jogador do GD Cascais esteve entre os nomeados pela Federação Internacional de Râguebi (IRB) para o prémio de melhor treinador do ano.
Agronomia vence Taça de Portugal
Uma semana depois de ter perdido o título de campeão nacional para o Direito, com polémica à mistura, a equipa de Agronomia arrecadou a Taça de Portugal. O Belenenses foi «despachado» no Jamor por 36-0.
Esta foi a sexta vez que a equipa de Agronomia venceu o segundo troféu mais importante do calendário nacional de râguebi.
Final da Taça de Portugal
É já amanhã que se disputa a final da Taça de Portugal entre o Agronomia e o "Os Belenenses". O jogo está marcado para as 15:00 horas no Campo do Estádio Nacional, Jamor, será transmitido pela SPORT TV. O luso-australiano Rohan Hoffman é o árbitro escolhido pela FPR para dirigir esta final. Serão fiscais de linha Tiago Silva e Pedro Mendes Silva. João Erse será o quatro-árbitro.
Pelo lado dos Azuis e brancos, os convocados serão:
1. Emanuel Chirino, 2. José Fraga, 3. Hugo Valente, 4. Francisco Cabral, 5. Sebastião da Cunha, 6. Miguel Fernandes, 7. João Uva, 8. Valter Jorge (capitão), 9. Bruno Nifo, 10. Damian Steele, 11. João Mirra, 12. Diogo Mateus, 13. Pedro Silva, 14. Duarte Bravo, 15. Pedro Rocha e Melo. Suplentes: 16. Pedro Jorge, 17. Fezas Vital, 18. Diogo Jorge, 19. Salvador da Cunha, 20. Diogo Castro, 21. João David e 22. António Vieira de Almeida.
Já pelo lado do Agronomia, pensaremos que a equipa titular será a mesma da final do campeonato nacional:
1. Gustavo Duarte 2.Bernardo C. Duarte
Para chegar à final, Agronomia derrotou sucessivamente o GD Cascais, a Associação de Rugby da Linha e, na meia-final, o CDUL. Por seu lado, o Belenenses, eliminou a AA Coimbra, o GD Direito e, na meia-final, o CR Arcos de Valdevez.
A última final em que as duas equipas de encontraram foi a do campeonato da época passada, onde os azuis saíram vitoriosos.
Direito Sagra-se Campeão Nacional
O Grupo Desportivo de Direito sagrou-se no dia 1 de maio Campeão Nacional 2008/2009, ao bater na Final da Divisão de Honra a equipa de Agronomia por 32-25 (13-13 ao intervalo).Tal como tinha acontecido na última época, a Agronomia dominou quase por completo a fase regular da Divisão de Honra do campeonato nacional de râguebi, mas perdeu na final. No jogo decisivo disputado hoje, no Estádio Nacional, o Direito acabou por vencer por 32-25.
O Direito acabou por se sagrar campeão nacional pela sexta vez na sua história (todos os títulos conquistados nos últimos 10 anos) num jogo onde foi superior. O clube de Monsanto esteve quase sempre em vantagem no marcador e contou com a força e inspiração de Adérito Esteves, autor de dois ensaios.
O jogo confirmou que a Agronomia dá-se mal com os encontros decisivos. No ano passado, os agrónomos foram os melhores na fase regular e perderam o título na final contra o Belenenses no último minuto. Este ano, depois de 13 vitórias em 14 jogos e duas vitórias folgadas sobre o Direito na fase inicial, voltaram a ceder na última partida.
Os primeiros minutos mostraram que o Direito estava decidido a vencer. Pedro Leal converteu uma penalidade aos três minutos e aos cinco Miguel Leal colocou uma bola ao pé na zona de ensaio da Agronomia, Le Roux foi traído por um ressalto, e Adérito Esteves marcou o primeiro ensaio do jogo. Pedro Leal não falhou a conversão e, com apenas sete minutos de jogo, o Direito já vencia por 10-0.
A jogar contra o vento a Agronomia sentia dificuldades em organizar o seu jogo e, acima de tudo, em usar a sua grande arma: o jogo ao pé de Joe Gardener. No entanto, aos 12’ Gardener reduziu para 10-3 e, aos 19’, os agrónomos aproveitaram um erro de António Aguilar (tentou jogar à mão na área de 22 metros do Direito e acabou por escorregar) para chegar ao ensaio por Cardoso Pinto. O jogo estava a ser disputado intensamente e aos 20 minutos já se registava um empate a 10 pontos.
Até ao intervalo Leal e Gardener converteram uma penalidade para cada equipa que fixaram o resultado do primeiro tempo num empate (13-13).
O início do segundo tempo deixou a ideia que a Agronomia ia arrancar para uma vitória tranquila. Logo aos três minutos Duarte Cardoso Pinto colocou a bola ao pé por cima da defesa do Direito e Jacques Le Roux marcou ensaio: 18-13 para a Agronomia.
No entanto, a partir desse momento o Direito assumiu o domínio da partida e deu por completo a volta ao jogo. Aos 47’, após várias fases de jogo através dos avançados, Adérito chegou ao segundo ensaio para os advogados. O Direito voltava a vencer (20-18) e a Agronomia tremeu.
Gardener ainda tentou um pontapé de ressalto (55’), mas entre os minutos 68’ e 71’ o Direito arrumou a questão do título através de dois ensaios dos irmãos Portela: Miguel Portela recuperou uma bola perdida para marcar em força e Luís Portela interceptou um mau passe de Cardoso Pinto para correr quase todo o campo e chegar ao ensaio. A nove minutos do fim a Agronomia via-se a perder por 14 pontos (32-18) e o título tornava-se uma miragem.
Apesar da pressão final dos agrónomos nos minutos finais, que resultou num ensaio a dois minutos do fim, a Agronomia apenas conseguiu reduzir para 32-25, perdendo assim pela segunda vez consecutiva a final do campeonato nacional de râguebi.
Nos dois jogos disputados antes da final, o CDUL garantiu o terceiro lugar no campeonato (empate 41-41 com o Belenenses, mas venceu no desempate por ter mais ensaios marcados no jogo) e o Rugby da Linha garantiu o acesso à primeira divisão (categoria a baixo da Divisão de Honra) ao derrotar o RC Montemor por 16-14.
Quanto a nós, só temos que dar os parabêns aos novos campeões nacionais.
Tomaz Morais prepara despedida em 2011
Tomaz Morais aponta 2011 como a data provável para abandonar o cargo de seleccionador nacional de râguebi. O homem que conduziu Portugal pela primeira vez a um Campeonato do Mundo (2007) tenciona dedicar-se ao "desenvolvimento do râguebi de uma forma global", mas antes que repetir a "gracinha" e colocar os Lobos no Mundial de 2011.O treinador, que dirige a Selecção desde 2001, tem contrato com a Federação até Agosto, mas espera renovar por mais dois anos. "Ainda não foi proposta a renovação, mas estarei sempre ao dispor e darei a cara, o corpo e a alma pelo râguebi português. Em 2011, espero fazer uma passagem clara para a direcção técnica nacional, ocupar menos tempo com as selecções e desenvolver a modalidade de uma forma global", adianta o treinador à agência Lusa. Tomaz Morais reconhece que os resultados à frente da Selecção "superaram muito as expectativas". "Estivemos em Mundiais de sevens e num Mundial de 15. Todo o râguebi está muito diferente e encontramo-nos no caminho certo. Se calhar, há 10 anos não acreditava que chegaríamos a este pontos", referiu ainda.
Crónica de Tomaz Morais
Só a vitória nos interessa! Foi com este lema que durante toda a semana preparámos o jogo na Roménia. Metemos na cabeça que desta vez teríamos que ser nós a ganhar nos derradeiros 10 minutos, uma vez que nos últimos 2 jogos que lá fizemos perdemos nos instantes finais. Esta segunda vitória histórica com a Roménia, e a primeira fora, vai ser a todos os níveis memorável!
A Roménia entrou com tudo, chegámos a ter uma desvantagem de 12 pontos mas apoiados no verdadeiro espírito dos lobos: conquistar o impossível, nunca desistindo e sempre a lutar demos a volta com um ensaio que demonstrou em pleno a força do colectivo. Cá fora e lá dentro, agarrados una aos outros, sentimos a pressão da transformação do ensaio final como o corolário de uma época exaustiva mas muito positiva, que só podia acabar assim! Tendo em conta a forma ainda amadora como preparámos os jogos de qualificação desta temporada, considero uma vez mais que toda a equipa jogou com o corpo, a cara e a alma por Portugal!
Nem sempre sinto que o devido valor nos é reconhecido, treinamos em ambientes difíceis e adversos, muitas vezes desadequados ao nível competitivo e aos objectivos grandiosos que nos são permanentemente colocados. Nem tivemos tempo para nos lembrar que os nossos adversários directos são sustentados e preparados por outras condições. A treinar horas a fio, muitas vezes de madrugada e ainda pela noite dentro após dias de trabalho ou estudo, com longas viagens e noites perdidas aprendemos a não sentir a derrota como uma coisa natural e a ter um espírito de sacrifício sobrenatural. Ganhar em todos os sentidos é a forma de estar desta selecção, recordando que, quer no rugby XV quer nos Sevens, nos últimos anos temos vindo a estar presentes e com sucesso nos campeonatos da Europa e do Mundo.
Para já, a Nova Zelândia-2011 continua no mesmo sítio... Se começarmos a trabalhar já e com uma época bem pleneada, sem mais contratempos, poderemos conseguir o tão desejado apuramento.
Certo, bem certo, é que a entrega da nossa Selecção será total!
Vitória histórica na Roménia!
Rugby Nacional
Jogos - 15
GDDIREITO:
JOÃO CORREIA; ADERITO ESTEVES; PEDRO LEAL; VASCO UVA; SALVADOR PALHA; ANTONIO AGUILAR e EDUARDO ACOSTA
CF"OS BELENENSES":
PEDRO SILVA; JOÃO UVA; DIOGO MATEUS E DAVID MATEUS
AEISAGRONOMIA:
BERNARDO DUARTE; JUAN SEVERINO
CDUL:
GONÇALO FORO E JOÃO JUNIOR
FC AUCH GERS:
DAVID PENALVA e CRISTIAN SPACHUCK
MONTPELLIER RC:
GONÇALO UVA
S.NAZAIRIEN RUGBYSPORTING:
JUAN MURRÉ
RUGBY ROMA OLIMPIC:
JOSE PINTO
CRC MADRID:
PEDRO CABRAL; DIOGO GAMA e TIAGO GIRÃO
ASM CLERMONT:
JULIAN BARDI
Estamos a 3 dias da competição mais desejada – o Mundial! Um verdadeiro espectáculo desportivo, em que assistimos a uma perfeita simbiose de competição e fair play. 40 selecções, 24 masculinas e 16 femininas representativas de todos os continentes anunciando o rugby como um desporto cada vez mais global, competem arduamente durante três dias consecutivos na procura do título de campeão do mundo. No Dubai em pleno deserto, 2 estádios repletos de fãs em ambiente de festa constante, puxam pelas suas equipas mas acima de tudo aplaudem e incentivam o bom rugby. Portugal, azarado no sorteio, ficou colocado na pool mais difícil: Samoa, Austrália e Irlanda. O equilíbrio e a expectativa serão as notas dominantes deste grupo, todos poderão perder e ganhar entre si. No último ano já as vencemos, o que por si só nada significa, porque para lhes ganhar novamente teremos que jogar sem medo, concentrados, em equipa, com um sistema vertical apoiado em dobras à largura do campo e muito, mas muito apoio ao portador da bola. As defesas vão estar muito agressivas! As placagens serão matadoras, teremos que jogar bem no contacto e no jogo a 3 para não perdermos aquilo que é o 1º e mais importante princípio do jogo: ter a bola na mão! Atacar bem poderá não ser o suficiente se não defendermos unidos, fechados, cheios de raça e muita coragem. A preparação, devido aos importantes compromissos da Selecção de XV para o apuramento para o campeonato do mundo de 2011, não foi a ideal. Mas a que fizemos apesar de curta foi dura, muito dura! Com treinos bi diários e sucessivos jogos de preparação, contra a Tunísia e Irlanda, tentámos adaptar os jogadores e a equipa aos ritmos e supra exigências desta variante. Resta-nos agora descansar, moldarmo-nos ao calor e dificuldades do deserto ultimando pormenores assertivamente, de forma a ganhar confiança e evitar as falhas na competição – qualquer erro pode ser fatal! Partimos com uma selecção jovem mas com experiência, que se conhece bem, que tem muita ambição, vontade de ganhar e orgulhar portugal.
Em Lisboa no primeiro treino antes do Mundial a equipa técnica, na habitual roda, comentava com os jogadores que qualquer uma das 24 selecções poderia ser campeã do mundo, dado o equilíbrio existente nesta variante. Alguma dúvida e curiosidade ficaram... Gales - o novo campeão do mundo, foi claramente vencido por Portugal no último Europeu em Julho de 2008, deixou boquiaberto todo o universo do raguêbi. Ninguém, nem mesmo os mais entendidos alguma vez sequer consideraram que Gales tinha qualidade e capacidade para vencer um Mundial de sevens. Pois é, mas afinal há impossíveis. Jogadores e equipa técnica que nos dois primeiros dias de prova partilharam conosco o mesmo balneário deram a todos uma lição competitiva de como encarar e vencer qualquer adversário. Jogo a jogo pudemos viver a forma como a equipa se concentrou, devotou e acreditou que este momento era o deles, mesmo perdendo um dos seus finalizadores logo no 1º jogo. Queriam fazer história! Sem terem jogo espectacular, minuto a minuto empregaram forte sistema colectivo baseado numa defesa agressiva e sufocante, que raramente se desorganizava, e capacidade atacante baseada num jogo simples e eficaz. Em velocidade e apoio, fizeram o básico bem feito! Derrotaram num só dia três favoritos: Nova Zelândia, Samoa e Argentina. Não tendo nada a perder e ao porem tudo em campo atingiram aquilo que julgavam sonho. Imagino a felicidade e o estado de alma de uma nação que vive o raguêbi como ninguém. Em sevens nunca tinham ganho sequer um Europeu ou um dos oito torneios anuais do circuito mundial. Para nós um grande amargo de boca, pois vimos brilhar e subir lá em cima... quem um dia ganhámos. São os campeões do mundo! Estatísticas enganam, Gales, Samoa e Quénia, equipas que derrotámos na nossa pool em Dezembro, chegaram aos quatro primeiros lugares. Fica a certeza do que já sabíamos, nesta variante com aposta séria e preparação cuidada, provámos que podemos oferecer algo de diferente a Portugal. Vamos continuar a sonhar e a trabalhar... como eles o fizeram!
Terceiro Triunfo Importante Consecutivo
A procura de novas soluções deve surgir quando ganhamos e não quando perdemos... A importante e justa vitória contra a Espanha (24-19) foi o nosso terceiro resultado positivo consecutivo, o que nos coloca uma vez mais no trilho do Campeonato Mundial da Nova Zelândia-2011. Depois de 60 minutos de total domínio em que podíamos ter construído um resultado dilatado, acabámos por tremer e vir a sofrer desnecessariamente, provocando a emoção que até então faltava no jogo. Uma boa lição para todos! Nestes momentos temos de ser mentalmente mais agressivos e na primeira oportunidade matar o jogo. Aquilo que os grandes campeões chamam killer instinct. Em alta competição a concentração é outro dos factores determinantes, e geralmente ela está desperta e atenta quando existe respeito, medo e alguma ansiedade na procura do objectivo. Quando as facilidades tomam conta dos nossos pensamentos, geralmente relaxamos, descontraímos e os erros básicos começam naturalmente a surgir. Apesar de tudo, no alto rendimento o indispensável é ganhar, per meio ponto que seja! No próximo Sábado temos o mais motivador dos combates - a Roménia em Bucareste! Temos contas a ajustar, nos últimos dois jogos que lá fizemos perdemos por quatro pontos de diferença e sempre no último segundo, jogar melhor não foi suficiente. A força física dos romenos e alguns erros tácticos nossos com a pressa de terminar jogos acabaram por nos sair caro. Portugal mete mais a alma em campo quando joga sob situações adversas e complexas, com placagens do outro mundo não se cansa de defender e lutar. Apoiados nesta atitude, com um colectivo que está cada vez mais forte, munidos de uma força mental fantástica e a acreditar que o campeonato do mundo de 2011 mais do que uma miragem poderá ser uma realidade, iremos à Roménia só com a vitória no nosso espírito.
Portugal 24 X Espanha 19
A Seleção Nacional de râguebi bateu este domingo a Espanha por 24-19, no Estádio Universitário de Lisboa, e ascendeu ao 3.º lugar do Torneio Europeu das Nações. Portugal soma, agora, 9 pontos (os mesmos que a Rússia, que tem menos um jogo), encontrando-se a 2 do primeiro lugar, que é ocupado pela Geórgia e com mais um do que a Roménia, adversário que enfrenta no próximo sábado em Bucareste.Depois da boa prestação dos Lobos na primeira parte, nada fazia prever o sofrimento em que Portugal terminou o encontro. A Seleção Nacional entrou muito bem no jogo e aos 5' já Juan Murre dava expressão no marcador à evidente superioridade da equipa nacional, através da concretização do primeiro ensaio do encontro.
Os espanhóis, algo temerosos, não conseguiam mais do que despejar (e, por vezes, mal) a bola ao pé para o meio campo dos portugueses. "Nuestros hermanos" ainda reduziram para 5-3, mas uma penalidade convertida por Pedro Cabral repôs a diferença em 5 pontos (8-3), antes daquele que seria um dos melhores momentos da tarde: o segundo ensaio de Portugal, concretizado por Tiago Girão.
A jogada que teve início numa iniciativa individual de Gonçalo Foro no lado esquerdo, com o capitão João Correia a transportar, depois, a oval até ao miolo do terreno, onde entregou ao jogador do CRC Madrid para a corrida triunfante que colocou o marcador em 13-3 (15-3 depois da conversão de Pedro Cabral). Após a tímida reação dos espanhóis (15-6), o médio de abertura de Portugal voltou a apmliar para 18-6, resultado com o qual as equipas foram para o descanso e momento em que Portugal... desapareceu do jogo!
Uma penalidade desperdiçada por Cabral logo no primeiro minuto do segundo tempo e um excelente pontapé de ressalto de Palumbo, aos 4', a reduzir para 18-9 galvanizaram a roja que, mesmo sem jogar muito bem, conseguiu ir reduzindo a diferença no marcador. Portugal era, então, uma equipa desconcentrada, como ficou evidente no único ensaio conseguido pelo adversário que, após a conversão, colocou o marcador nuns preocupantes 21-19 a 2' do final.
Porém, já nos descontos, uma penalidade cometida pelos espanhóis foi bem convertida, para os postes, por Duarte Cardoso Pinto. Aparentemente, o jogo estava sentenciado. Mas ainda houve tempo para Pedro Leal, na última jogada do encontro, cortar com o pé, em carrinho, a última investida dos espanhóis que poderia ter causado aos Lobos um dissabor que, apesar de tudo, não mereciam pela superioridade que mostraram.
"Problemas de concentração"
Conforme reconheceu Tomaz Morais, "Portugal fez uma boa primeira parte mas, devido a problemas de concentração sofreu sem necessidade". "Não tivemos atitude matadora, mas a vitória é o mais importante e aumenta a motivação para o desafio de sábado, na Roménia", concluiu o Selecionador Nacional.
Por sua vez, o capitão João Correia admitiu que "a equipa complicou o que era fácil". "Depois da primeira parte não estávamos à espera de sofrer tanto para ganhar. Achámos que ia ser fácil e acabámos por complicar a nossa vida, apesar de termos sido superiores", explicou o talonador dos Lobos, prometendo uma atitude diferente para Bucareste: "Não há dois jogos iguais. Agora vamos defrontar a Roménia, fora de casa, e temos uma semana para analisar e corrigir o que esteve mal neste jogo", disse.
Por sua vez, Pedro Cabral, autor de 8 pontos, concorda com o capitão e sublinhou que "o facto de Portugal não ter marcado logo no início do segundo tempo e a Espanha o ter feito deu alguma motivação ao adversário". "Apesar disso, conseguimos reagir", concluiu o médio de abertura que alinha no CRC Mardid.
Portugal X Espanha e 6 Nations

17:00 Scotland v Ireland - Murrayfield
Sunday, 15th Mar 09
15:00 England v France - Twickenham
ENC e 6 Nations

Este fim de semana houve mais uma jornada do torneio em que Portugal participa, apesar dos lobos não terem jogado este fim de semana. De realçar a vitória da Rússia frente à Roménia, que confirma a revolução positiva operada na equipa Russa, que se encontra, de facto, fortíssima e parece ser agora a maior favorita a ganhar este torneio.
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Resultados deste fim de semana:
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Roménia - 19 Vs 28 - Rússia
Espanha - 11 Vs 55 - Geórgia
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Classificação Actual:
2º - Geórgia - 8 pts (3 jogos)
3º - Roménia - 7 pts (3 jogos)
4º - Portugal - 6 pts (3 jogos)
5º - Espanha - 6 pts (4 jogos)
6º - Alemanha - 4 pts (4 jogos)
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2. 6 Nations - 3ª Jornada
A 3ª jornada deste torneio trouxe duas novidades num jogo só: O França - País de Gales, que, por um lado, ditou a primeira derrota dos Galeses na edição deste ano e, por outro, foi realizado na 6ª feira à noite, outra "inovação". A Irlanda voltou a ganhar, desta feita por apenas um ponto à indisciplinada Inglaterra e é agora a única equipa capaz de atingir o "Grand Slam" este ano. No outro jogo desta terceira ronda, a Escócia obteve a sua primeira vitória, à custa de uma Itália que continua a zeros.
DESTAQUES DA 3ª JORNADA DO 6 NATIONS (site Rugby Portugal):
http://www.rugbyportugal.com/2009/03/highlights-da-3a-jornada-do-6-nacoes.html
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Resultados da 3ª Jornada:
France 21 - 16 Wales
Scotland 26 - 6 Italy
Ireland 14 - 13 England




