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Amarga Derrota

Portugal perdeu hoje contra a Roménia, perdendo também a possibilidade de disputar o apuramento para o campeonato do mundo da Nova Zelândia 2011. Tenho de admitir que a forma como Portugal perdeu este jogo e, no fundo, a forma como decorreu este ENC 2009/2010, torna este afastamento muito difícil de digerir.

No que diz respeito a este jogo: Portugal entrou bem, atitude confiante e agressiva, com a lição colectiva bem estudada, evitando o excessivo combate nos avançados e com transmissões de bola seguras e rápidas, nos primeiros 15 minutos o jogo praticamente não saiu da área de 22 Romena e foi nessa altura que Portugal abriu o marcador, com Joe Gardener a chutar uma com sucesso uma penalidade a 57 metros dos postes. A verdade é que calma e gradualmente os Romenos fizeram valer a sua maior experiência, apesar de até à meia hora de jogo os Lobos terem conseguido pressionar o adversário mas a não conseguirem tirar partido dessa pressão. Depois veio a fase decisiva do encontro. Numa altura em que o resultado estava empatado e Portugal tinha superioridade numérica por exclusão temporária de um dos homens de leste, estes controlaram muito bem a posse de bola no jogo fechado e após uma sucessão de formações ordenadas a 5 metros da nossa linha de ensaio, a Roménia consegue um ensaio de penalidade, levando uma vantagem de 3-10 para o intervalo.
Na segunda parte Joe Gardener continua a desperdiçar as penalidades e, pior do que isso, oferece o segundo ensaio aos Romenos ao não deixar sair uma bola pela linha de bola morta que daria uma formação ordenada a Portugal onde a bola fora chutada. Após recolher a bola, Gardener deixa-se placar ainda dentro da nossa área de validação e larga a bola, que é aproveitada por um Romeno para fazer o 3-18, ensaio que ainda foi convertido, aumentando a vantagem para 3-20. Até ao fim, os Lobos não deixaram de lutar e Pedro Leal, que substituiu o azarado Joe Gardener, ainda marcou mais 6 pontos, mas mesmo nos momentos finais, em Portugal jogou contra treze, os Romenos mostraram sempre que são mais experientes e estão melhor preparados para lidar com estes jogos decisivos.

Apesar do natural e confirmado favoritismo da Roménia, Portugal fez erros a mais para quem quer competir cara a cara contra selecções deste calibre e pagou bem caro, daí o amargo que fica. Não só deste jogo mas de todo o torneio, começando no primeiro jogo contra a Rússia, em que Portugal faz uma primeira parte desastrada, deitando por terra a hipótese de discutir o resultado nesse jogo. Depois há o empate na Geórgia 6 minutos após os 80, a grande vitória na Roménia... Mas a derrota com a Geórgia em casa, em que desperdiçamos imensas penalidades e outra derrota na Rússia, num campo de batatas que devia ter sido motivo para adiar o jogo atiraram a decisão do 3º lugar para este jogo, que correu desta forma.

Agora resta-nos olhar para a frente e ver o que o futuro nos trás, esperemos que mais competitividade interna (que só é possível com mais e melhor formação e condições pelo país fora) e mais jogos internacionais contra adversários com os quais se possa aprender e ganhar ritmo de jogo.

Portugal X Roménia e o RWC 2011

É já este Sábado que Portugal defronta a Roménia no último e decisivo jogo para o apuramento para o playoff de acesso ao campeonato do Mundo de 2011 na Nova Zelândia. Visto que os dois primeiros lugares do ENC (European Nations Cup, conhecido por 6 nações B), que dão acesso directo ao RWC já estão entregues a Rússia e Georgia, resta a Portugal lutar pelo 3º lugar para poder depois joga o playoff final.
A situação é a seguinte: Portugal tem 20 pontos nos 9 jogos disputados, contra 17 da Roménia, com menos um jogo. O jogo em atraso da Roménia é com a Espanha e, dentro da normalidade, a vitória não fugirá aos romenos, que igualam assim , os 20 pontos de Portugal. Visto que Portugal ganhou na Roménia, os Lobos asseguram a disputa do playoff com uma vitória ou um empate no jogo de Sábado.
Portanto, todos juntos por Portugal, rumo ao RWC 2011, no bar Seven's em Santo António, Sábado dia 20 de Março às 15h. Força Lobos!

Convocados de Portugal

ANTÓNIO AGUILARGD DIREITO
BERNARDO DUARTEAGRONOMIA
CONRAD STICKLINGCASCAIS
DAVID MATEUS BELENENSES
DIOGO MATEUSBELENENSES
DUARTE CARDOSO PINTOAGRONOMIA
EDUARDO ACOSTAGD DIREITO
FRANCISCO FERNANDESTYROSSE (FRA)
FREDERICO OLIVEIRACDUL
GONÇALO FOROCDUL
GONÇALO UVA GD DIREITO
JOÃO CORREIA (cap.)GD DIREITO
JOÃO JUNIORCDUL
JOE GARDENERAGRONOMIA
JORGE SEGURADOGD DIREITO
JOSÉ PINTOGD DIREITO
JUAN SEVERINOAGRONOMIA
MIGUEL PORTELA GD DIREITO
PEDRO CABRALCDUL
PEDRO LEALGD DIREITO
PEDRO SILVABELENENSES
SALVADOR PALHAGD DIREITO
THOMAS DA COSTALOURDES (FRA)
TIAGO GIRÃOCDUL
VASCO UVA GD DIREITO

Convocados da Roménia
  • Dima Dragos (pilar) - Clube: Roménia
  • Ion Paulica (pilar) - Clube: Bath
  • Mihai Lazar (pilar) - Clube: Bukaresti Oaks
  • Cezar Popescu (pilar) - Clube: Roménia
  • Marius Tincu (talonador) - Clube: Perpignan
  • Balan Bogdan (pilar) - Clube: Montauban
  • Sorin Socol (2ª linha) - Clube: Roménia
  • Valentin Ursache (2ª linha) - Clube: Roménia
  • Petre Cristian (2ª linha) - Clube: Béziers
  • Burcea Stelian (3ª linha) - Clube: Roménia
  • Tonita Ovidiu (3ª linha) - Clube: Perpignan
  • Macovei Mihai (3ª linha) - Clube: Roménia
  • Daniel Carpo (3ª linha) - Clube: Bukaresti Oaks
  • Alexandru Manta (3ª linha) - Clube: Brive
  • Lucian Sirbu (formação) - Clube: Roménia
  • Valentin Ivan (formação) - Clube: Roménia
  • Mafin Dumbrava (abertura/defesa) - Clube: Roménia
  • Csaba Gal (Centro) - Clube: Bukaresti Oaks
  • Catalin Fercu (Centro/ponta) - Clube: Roménia
  • Nicolae Catalin (ponta) - Clube: Roménia
  • Iulian Dumitras (abertura/defesa) - Clube: Roménia
  • Stefan Ciuntu (ponta) - Clube: Roménia
  • Florin Vlaicu (utility back) - Clube: Bukaresti Oaks
  • Ionut Dimofte (utility back) - Clube: Roménia

Vitória histórica na Roménia!

A selecção nacional de râguebi conseguiu esta tarde uma importante e histórica vitória na Roménia por 22-21, e subiu ao primeiro lugar na fase de qualificação para o Campeonato do Mundo de râguebi de 2011, que será disputado na Nova Zelândia.Portugal esteve quase sempre em desvantagem no marcador (ao intervalo perdia por 15-6) e a perder já na segunda parte por doze pontos de diferença (21-9). No entanto, apesar de ter sentido muitas dificuldades nos alinhamentos devido à ausência do segunda-linha Gonçalo Uva, conseguiu uma excelente recuperação nos últimos minutos.A cinco minutos do final, a selecção portuguesa reduziu a desvantagem para apenas seis pontos (21-15). Com pouco tempo para jogar, os “lobos” precisavam de um ensaio convertido e, na última jogada do encontro, acabaram por consegui-lo através de uma jogada de avançados, concluída por Severino. Na respectiva conversão, Pedro Cabral (obteve 17 pontos na partida) garantiu a vitória portuguesa por apenas um ponto de diferença (22-21). Nas anteriores quinze partidas entre as duas selecções, Portugal somava 14 derrotas e apenas uma vitória.


Jogos já disputados

Rússia-Espanha: 42-15
Espanha-Alemanha: 22-11
Alemanha-Geórgia: 5-38
Espanha-Roménia: 10-19
PORTUGAL-Rússia: 14-18
Geórgia-PORTUGAL: 20-20
Alemanha-Roménia: 0-22
PORTUGAL-Alemanha: 44-6
Espanha-Geórgia: 11-55
Roménia-Rússia: 19-28
Geórgia-Roménia: 28-23
PORTUGAL-Espanha: 24-19
Roménia-PORTUGAL: 21-22

Classificação

1. PORTUGAL: 12 pontos/5 jogos

2. Geórgia: 11 pontos/4 jogos

3. Rússia: 9 pontos/3 jogos

4. Roménia: 9 pontos/5 jogos

5. Espanha: 7 pontos/5 jogos

6. Alemanha: 4 pontos/4 jogos

(3 pontos por vitória, 2 por empate, 1 por derrota)
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In Público.pt

Rugby Nacional

Após a sofrida vitória sobre a Espanha e antes do sempre motivador encontro frente à Roménia, uma selecção habituada a bater-se com os melhores, aproveito para colocar os últimos 3 artigos de Tomaz Morais n'ABola e os convocados para o jogo de Bucareste no dia 21 de Março.

História:
Num total de 15 jogos realizados (7 em casa, 7 fora e 1 em campo neutro) o balanço em relação à nossa Selecção é o seguinte:
Jogos - 15
Vitórias - 1
Derrotas - 14
Pontos Marcados - 207
Pontos sofridos - 533

Convocados:
GDDIREITO:
JOÃO CORREIA; ADERITO ESTEVES; PEDRO LEAL; VASCO UVA; SALVADOR PALHA; ANTONIO AGUILAR e EDUARDO ACOSTA
CF"OS BELENENSES":
PEDRO SILVA; JOÃO UVA; DIOGO MATEUS E DAVID MATEUS
AEISAGRONOMIA:
BERNARDO DUARTE; JUAN SEVERINO
CDUL:
GONÇALO FORO E JOÃO JUNIOR
FC AUCH GERS:
DAVID PENALVA e CRISTIAN SPACHUCK
MONTPELLIER RC:
GONÇALO UVA
S.NAZAIRIEN RUGBYSPORTING:
JUAN MURRÉ
RUGBY ROMA OLIMPIC:
JOSE PINTO
CRC MADRID:
PEDRO CABRAL; DIOGO GAMA e TIAGO GIRÃO
ASM CLERMONT:
JULIAN BARDI

Artigos de Tomaz Morais nas últimas 3 semanas n'ABola:

Ansiosos pelo Mundial do Dubai
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Estamos a 3 dias da competição mais desejada – o Mundial! Um verdadeiro espectáculo desportivo, em que assistimos a uma perfeita simbiose de competição e fair play. 40 selecções, 24 masculinas e 16 femininas representativas de todos os continentes anunciando o rugby como um desporto cada vez mais global, competem arduamente durante três dias consecutivos na procura do título de campeão do mundo. No Dubai em pleno deserto, 2 estádios repletos de fãs em ambiente de festa constante, puxam pelas suas equipas mas acima de tudo aplaudem e incentivam o bom rugby. Portugal, azarado no sorteio, ficou colocado na pool mais difícil: Samoa, Austrália e Irlanda. O equilíbrio e a expectativa serão as notas dominantes deste grupo, todos poderão perder e ganhar entre si. No último ano já as vencemos, o que por si só nada significa, porque para lhes ganhar novamente teremos que jogar sem medo, concentrados, em equipa, com um sistema vertical apoiado em dobras à largura do campo e muito, mas muito apoio ao portador da bola. As defesas vão estar muito agressivas! As placagens serão matadoras, teremos que jogar bem no contacto e no jogo a 3 para não perdermos aquilo que é o 1º e mais importante princípio do jogo: ter a bola na mão! Atacar bem poderá não ser o suficiente se não defendermos unidos, fechados, cheios de raça e muita coragem. A preparação, devido aos importantes compromissos da Selecção de XV para o apuramento para o campeonato do mundo de 2011, não foi a ideal. Mas a que fizemos apesar de curta foi dura, muito dura! Com treinos bi diários e sucessivos jogos de preparação, contra a Tunísia e Irlanda, tentámos adaptar os jogadores e a equipa aos ritmos e supra exigências desta variante. Resta-nos agora descansar, moldarmo-nos ao calor e dificuldades do deserto ultimando pormenores assertivamente, de forma a ganhar confiança e evitar as falhas na competição – qualquer erro pode ser fatal! Partimos com uma selecção jovem mas com experiência, que se conhece bem, que tem muita ambição, vontade de ganhar e orgulhar portugal.

Mundial cheio de surpresas

Em Lisboa no primeiro treino antes do Mundial a equipa técnica, na habitual roda, comentava com os jogadores que qualquer uma das 24 selecções poderia ser campeã do mundo, dado o equilíbrio existente nesta variante. Alguma dúvida e curiosidade ficaram... Gales - o novo campeão do mundo, foi claramente vencido por Portugal no último Europeu em Julho de 2008, deixou boquiaberto todo o universo do raguêbi. Ninguém, nem mesmo os mais entendidos alguma vez sequer consideraram que Gales tinha qualidade e capacidade para vencer um Mundial de sevens. Pois é, mas afinal há impossíveis. Jogadores e equipa técnica que nos dois primeiros dias de prova partilharam conosco o mesmo balneário deram a todos uma lição competitiva de como encarar e vencer qualquer adversário. Jogo a jogo pudemos viver a forma como a equipa se concentrou, devotou e acreditou que este momento era o deles, mesmo perdendo um dos seus finalizadores logo no 1º jogo. Queriam fazer história! Sem terem jogo espectacular, minuto a minuto empregaram forte sistema colectivo baseado numa defesa agressiva e sufocante, que raramente se desorganizava, e capacidade atacante baseada num jogo simples e eficaz. Em velocidade e apoio, fizeram o básico bem feito! Derrotaram num só dia três favoritos: Nova Zelândia, Samoa e Argentina. Não tendo nada a perder e ao porem tudo em campo atingiram aquilo que julgavam sonho. Imagino a felicidade e o estado de alma de uma nação que vive o raguêbi como ninguém. Em sevens nunca tinham ganho sequer um Europeu ou um dos oito torneios anuais do circuito mundial. Para nós um grande amargo de boca, pois vimos brilhar e subir lá em cima... quem um dia ganhámos. São os campeões do mundo! Estatísticas enganam, Gales, Samoa e Quénia, equipas que derrotámos na nossa pool em Dezembro, chegaram aos quatro primeiros lugares. Fica a certeza do que já sabíamos, nesta variante com aposta séria e preparação cuidada, provámos que podemos oferecer algo de diferente a Portugal. Vamos continuar a sonhar e a trabalhar... como eles o fizeram!


Terceiro Triunfo Importante Consecutivo

A procura de novas soluções deve surgir quando ganhamos e não quando perdemos... A importante e justa vitória contra a Espanha (24-19) foi o nosso terceiro resultado positivo consecutivo, o que nos coloca uma vez mais no trilho do Campeonato Mundial da Nova Zelândia-2011. Depois de 60 minutos de total domínio em que podíamos ter construído um resultado dilatado, acabámos por tremer e vir a sofrer desnecessariamente, provocando a emoção que até então faltava no jogo. Uma boa lição para todos! Nestes momentos temos de ser mentalmente mais agressivos e na primeira oportunidade matar o jogo. Aquilo que os grandes campeões chamam killer instinct. Em alta competição a concentração é outro dos factores determinantes, e geralmente ela está desperta e atenta quando existe respeito, medo e alguma ansiedade na procura do objectivo. Quando as facilidades tomam conta dos nossos pensamentos, geralmente relaxamos, descontraímos e os erros básicos começam naturalmente a surgir. Apesar de tudo, no alto rendimento o indispensável é ganhar, per meio ponto que seja! No próximo Sábado temos o mais motivador dos combates - a Roménia em Bucareste! Temos contas a ajustar, nos últimos dois jogos que lá fizemos perdemos por quatro pontos de diferença e sempre no último segundo, jogar melhor não foi suficiente. A força física dos romenos e alguns erros tácticos nossos com a pressa de terminar jogos acabaram por nos sair caro. Portugal mete mais a alma em campo quando joga sob situações adversas e complexas, com placagens do outro mundo não se cansa de defender e lutar. Apoiados nesta atitude, com um colectivo que está cada vez mais forte, munidos de uma força mental fantástica e a acreditar que o campeonato do mundo de 2011 mais do que uma miragem poderá ser uma realidade, iremos à Roménia só com a vitória no nosso espírito.